O Brasil atravessa um momento fiscal delicado, onde a previdência se destaca como um dos principais fatores dessa crise. O baixo nível de poupança e investimento no país dificulta o crescimento econômico sustentável, que requer taxas de investimento mais elevadas.
Desde 2014, o déficit nominal tem apresentado um quadro de deterioração preocupante, saltando de R$ 400 bilhões para mais de R$ 1 trilhão em 2025 e chegando a R$ 1,2 trilhão em março de 2026. Essa situação afeta não apenas o Governo Federal, mas também os estados e municípios, além de empresas estatais como os Correios.
Atualmente, o déficit nominal do setor público consolidado está em torno de 9% do PIB, um indicador alarmante que sinaliza uma trajetória insustentável a médio e longo prazo. Comparado a países do G7, o Brasil enfrenta um cenário desfavorável, necessitando urgentemente de um ajuste fiscal.
A previdência, apesar da reforma realizada em 2019, continua sendo um tema central nas discussões fiscais. A expectativa é que uma nova reforma seja necessária até 2027, dada a deterioração contínua das contas públicas e as mudanças recentes na legislação.