O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está se preparando para inaugurar novos escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu, ainda este ano. A iniciativa tem como objetivo intensificar a fiscalização e o combate à lavagem de dinheiro no Brasil. A informação foi divulgada pelo presidente do órgão, delegado federal Ricardo Saadi, durante o Fórum Esfera, realizado em Guarujá, São Paulo.

Movimentações Suspeitas em Alta

Ricardo Saadi destacou que o Coaf recebe uma média de 30 mil comunicações diariamente, totalizando cerca de 7,5 milhões de notificações anuais sobre movimentações financeiras suspeitas. Ele observou que, a partir da pandemia de Covid-19, as técnicas utilizadas para lavar dinheiro foram reformuladas, passando a ser aplicadas também em investimentos legais.

Parcerias com o Setor Privado

Na busca por aprimorar a fiscalização, Saadi, que assumiu o Coaf há um ano e possui experiência na diretoria de combate à corrupção da Polícia Federal, está estabelecendo parcerias com entidades do setor privado, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O objetivo é desenvolver ferramentas tecnológicas que possam auxiliar na detecção de atividades ilícitas.

O Contexto das Facções Criminosas

O presidente do Coaf também mencionou o conhecimento que as autoridades possuem sobre o modus operandi das facções criminosas, que, segundo ele, transformaram suas estratégias financeiras após a pandemia, buscando diversificar seus investimentos em setores legais.

Outros Destaques do Fórum

Além das novas medidas do Coaf, o Fórum Esfera contou com outras revelações, como a presença da ex-ministra Marina Silva, que foi escoltada por policiais federais em um voo. Também foram discutidas questões políticas, como as movimentações do ex-governador José Roberto Arruda e a atuação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

Reflexões sobre Tecnologia e Moralidade

A discussão sobre tecnologia não se limitou ao Coaf; o Papa Leão XIV também trouxe à tona a inteligência artificial em sua primeira encíclica, levantando questões morais e éticas sobre o impacto da automação na dignidade humana e no trabalho.