Na última segunda-feira (25), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) recebeu um novo pedido para suspender a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa). O requerimento, feito pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG), busca interromper os trâmites relacionados à divulgação do novo investidor, prevista para esta quarta-feira (27).
O sindicato já havia feito uma solicitação similar no início do mês. O novo pedido surge logo após a confirmação da Aegea sobre a apresentação de uma oferta pela participação majoritária na empresa. O consórcio, denominado Livorno Participações, é formado por Equipav, Itaúsa e o Fundo Soberano de Singapura (GIC), cada um com 33% de participação, enquanto a Aegea ficou com 1%.
No documento, o Sindágua destaca a desistência da Sabesp como um fator negativo para a concorrência. O advogado Luiz Alberto Rocha menciona que, após a desistência, as ações da Copasa tiveram uma queda significativa, indicando a insatisfação do mercado com o andamento do processo de privatização.
A representação também critica a exigência de condições que dificultam a participação de outros concorrentes, como uma carta de fiança bancária de R$ 7 bilhões e um histórico de investimentos de mais de R$ 6 bilhões. O Sindágua argumenta que a situação atual é pior do que a previsão mais pessimista apresentada anteriormente e que a Aegea é o único concorrente viável neste cenário.