O agronegócio brasileiro tem avançado em diversos blocos econômicos neste ano, mas as exportações para a América do Norte ainda não se recuperaram. Nos primeiros cinco meses de 2023, as vendas para os Estados Unidos, México e Canadá somaram US$ 5,7 bilhões, um recuo de 20% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Queda nos preços do café

Um dos fatores que contribuiu para essa diminuição é a queda nos preços do café, que após um período de alta demanda e baixa oferta no mercado internacional, está enfrentando uma desvalorização significativa. Isso impactou diretamente as receitas do setor.

Importações de celulose e madeira

Além das exportações, a América do Norte também apresenta uma retração nas importações brasileiras de celulose e madeira. Comparando os cinco primeiros meses de 2023 com o mesmo período de 2022, a situação mostra uma tendência de queda que poderia ser ainda mais acentuada não fosse o desempenho positivo de dois produtos: carne e soja.

Desempenho em outros mercados

No entanto, em contrapartida, o cenário é mais favorável em outros mercados. Nos Estados Unidos, as compras de carne bovina aumentaram novamente, enquanto o México elevou em 19% suas importações de soja do Brasil neste ano. Na Ásia, o Vietnam se destacou, com um aumento de 58% nas compras de carnes brasileiras.

China continua sendo um grande comprador

A China, por sua vez, permanece como um dos principais compradores dos produtos brasileiros, demonstrando crescimento nas importações de soja, carnes e algodão. A abertura de novos mercados em países como Bangladesh, Paquistão e Tailândia também contribui para o aumento nas vendas brasileiras na região.

Comércio com a Europa e o Oriente Médio

O comércio com a União Europeia não apresentou grandes mudanças, com receitas estagnadas em US$ 10 bilhões. A exceção ficou por conta da Espanha, que intensificou as compras de soja, carnes e frutas. No Oriente Médio, as exportações mantiveram-se em US$ 4,6 bilhões, mas as importações brasileiras foram prejudicadas pela instabilidade política na região, levando a uma queda na compra de fertilizantes.