A exoneração do ex-secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, ocorreu em 27 de abril e foi motivada por uma investigação da Controladoria-Geral do Estado (CGE) referente a um contrato de R$ 348,4 milhões destinado à aquisição de materiais didáticos.

Início das Investigações

A controladora-geral do estado, Marcela Oliveira Ferreira Dias, revelou durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que a investigação teve início após uma denúncia feita por um servidor público em 16 de dezembro de 2025. Após a denúncia, a CGE emitiu um relatório preliminar em 9 de janeiro e, posteriormente, um segundo relatório que foi apresentado ao governador Mateus Simões no dia da exoneração.

Contrato e Pagamentos

A presidente da Comissão de Educação, deputada Beatriz Cerqueira (PT), questionou a continuidade do contrato, que já recebeu cerca de R$ 170 milhões. O contrato foi firmado em 23 de dezembro e prevê a aquisição de aproximadamente 3,5 milhões de livros para alunos e professores do ensino fundamental e médio, sem licitação, por meio da adesão a uma ata de registro de preços de São Paulo.

Questionamentos na ALMG

A deputada Lohanna (PV) levantou dúvidas sobre o conteúdo do relatório que resultou na demissão de Soares, indagando sobre a gravidade das informações que levaram à sua exoneração no dia seguinte. A controladora-geral se esquivou de fornecer detalhes, alegando que a investigação ainda está em andamento e a conclusão deve ocorrer em até 60 dias.

Posicionamento do Ex-Secretário

Rossieli Soares se manifestou, afirmando que não teve acesso a qualquer relatório relacionado à investigação e que a contratação foi realizada dentro dos parâmetros legais, com evidências de vantajosidade econômica. Ele se disse tranquilo em relação à sua atuação na secretaria.

Silêncio das Partes Envolvidas

Tentativas de contato com a Secretaria de Estado de Educação e a empresa Fazer Educação não resultaram em respostas até o fechamento desta matéria. O desenrolar das investigações e as consequências para o contrato ainda estão indefinidos.