Um estudo recente realizado pela Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com o IDC revelou que 40% das organizações brasileiras já possuem um plano de investimento em agentes de inteligência artificial. Além disso, 33% das empresas pretendem adotar essa tecnologia nos próximos 12 meses, o que significa que sete em cada dez companhias estão se preparando para implementar soluções de IA.

Prioridades estratégicas para 2026

A pesquisa, que entrevistou 103 executivos no Brasil e 507 na América Latina, indica que a IA generativa é a principal prioridade para 37% dos profissionais brasileiros, superando em dez pontos percentuais a média latino-americana, que é de 27%. Os líderes empresariais também veem a IA e agentes como fundamentais para suas estratégias até 2026, seguidos por cibersegurança e segurança em nuvem, ambos com 41%.

Desafios para a adoção da IA

Apesar do entusiasmo, Jorge Sukarie Neto, conselheiro da Abes e responsável pela pesquisa, destacou os desafios enfrentados pelas empresas na adoção da IA. Segundo ele, 57% dos entrevistados sabem o que desejam alcançar com a tecnologia, mas menos de 40% possuem as condições necessárias para uma execução eficaz. "As empresas têm clareza sobre seus objetivos, mas não sabem como atingi-los", afirmou o especialista.

Dificuldades apontadas pelos executivos

A pesquisa também identificou as principais dificuldades enfrentadas pelos executivos em relação ao uso de IA, incluindo a necessidade de demonstrar o retorno sobre o investimento (ROI), a qualidade dos dados e a escassez de mão de obra qualificada, uma questão que persiste desde outras fases de evolução tecnológica.

Transformação digital e automação

Outro aspecto importante do estudo é que a automação lidera os investimentos em TI, com 41% das empresas priorizando essa iniciativa. No contexto da transformação digital, a busca por maior produtividade impulsiona 35% dos projetos de tecnologia nas companhias.

Ambientes de TI e migração para a nuvem

A pesquisa também revela uma coexistência de ambientes de TI tradicionais com nuvens públicas e privadas. Atualmente, 39% das empresas utilizam TI tradicional, enquanto 34,5% optam pela nuvem pública e 26,5% pela nuvem privada. Em termos de migração de serviços para a nuvem, 70% das licenças de softwares e serviços digitais são baseadas em nuvem, em contraposição a 30% que permanecem on premises. O CRM se destaca como o sistema mais avançado, com 77% das licenças contratadas em cloud, enquanto o ERM permanece abaixo de 50%.