O governo federal está considerando a demolição da ponte do Esqueleto, localizada na divisa dos municípios de Limeira e Cordeirópolis, após a morte de uma jovem de 21 anos em um salto sem segurança. O incidente ocorreu no último sábado (13), quando a jovem foi lançada por instrutores de 'rope jump' sem qualquer equipamento de proteção.

Reuniões e Medidas Propostas

Na segunda-feira (15), prefeitos de Limeira e Cordeirópolis se reuniram com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para discutir a situação. A SPU, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou que está avaliando uma solução definitiva, que pode incluir a demolição da ponte.

Além disso, a secretaria anunciou a instalação de barreiras físicas e placas de aviso sobre a proibição de acesso ao local. O governo enfatizou que a colaboração entre os entes federados é essencial para a gestão de espaços públicos e de uso comum.

Histórico de Acidentes

A ponte do Esqueleto já tem um histórico de acidentes graves, incluindo um caso de uma ciclista que faleceu em 2024 e ferimentos de duas pessoas em saltos realizados no ano anterior. A estrutura foi transferida para a SPU após a desativação de estatais ferroviárias há mais de duas décadas.

Compromissos das Prefeituras

A Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que tinha sido criada a pedido da União para restringir o acesso à ponte, que foi fechada sem autorização. A administração de Cordeirópolis, por sua vez, garantiu que o acesso pelo seu lado sempre foi bloqueado.

Indiciamento dos Instrutores

O caso da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas gerou a prisão de três instrutores, que foram indiciados por homicídio com dolo eventual. O advogado dos indiciados alegou que eles prestaram os primeiros socorros após o acidente. Seis pessoas foram levadas à delegacia, sendo que alguns tentaram fugir ao perceber a chegada da polícia.

Atividades de Risco e Popularidade da Ponte

Apesar da falta de autorização, a ponte é um local popular para atividades de 'rope jump', com cerca de 500 pessoas participando de saltos mensalmente, conforme relato de um empresário do setor em uma audiência pública. O 'rope jump' é uma atividade de risco que envolve saltos de grandes alturas com o praticante preso a cordas, diferente do bungee jump, que utiliza cordas elásticas.