O dólar começou a quarta-feira (17) em alta, registrando um aumento de 0,15% e cotado a R$ 5,0940, enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, tem suas negociações previstas para começar às 10h.
Decisões de juros em foco
A "Superquarta" é o grande destaque do dia, com os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos prestes a anunciar suas decisões sobre a taxa de juros. O mercado projeta que o Federal Reserve (Fed) dos EUA deve manter a taxa básica inalterada, em resposta à inflação elevada no país. No Brasil, a expectativa gira em torno de um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), levando a Selic para 14,25% ao ano.
Analistas da XP Investimentos indicam que, devido à deterioração do cenário da inflação, o Copom poderá elevar sua previsão para o IPCA no quarto trimestre de 2027 de 3,5% para 3,6%. Eles também preveem o corte na Selic, mas com uma comunicação que pode ser mais cautelosa para evitar sinalizar novos cortes iminentes.
Acordo entre EUA e Irã
Outro ponto de atenção no mercado é o recente acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, confirmou que as duas nações chegaram a um entendimento para encerrar as hostilidades, incluindo um novo cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. A cerimônia de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho na Suíça.
De acordo com informações, o acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e um compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares. Embora o acordo tenha sido celebrado, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas do Líbano, e o Hezbollah declarou que monitorará o cumprimento da trégua.
Desempenho dos mercados
Os dados recentes mostram que, ao longo da semana, o dólar acumulou uma alta de 0,48%, enquanto o Ibovespa teve uma queda de 0,42%. No acumulado do mês, o dólar subiu 0,87%, e o índice da bolsa brasileira apresentou uma desvalorização de 1,82%.
Nos mercados globais, a maioria das ações na Ásia fechou em alta, impulsionada pelo setor de tecnologia, enquanto o Japão e a Coreia do Sul também registraram valorização em seus principais índices.
