A venda da Copasa, realizada nesta terça-feira (16/6), por R$ 8,38 bilhões, marca um momento decisivo na política de desestatizações do governo de Minas Gerais. Com essa transação, 30% da companhia de saneamento foi transferida para o Grupo Equatorial Energia, após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em outubro de 2025, que eliminou a necessidade de referendo popular.

Participação do governo e novas privatizações

O governo mineiro continuará a deter uma participação de 5% na Copasa, incluindo uma 'golden share', que lhe confere poder de veto em decisões estratégicas. Com a conclusão da venda, as atenções do executivo se voltam para outras estatais, embora o processo de privatização enfrente desafios significativos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Cemig: a 'joia da coroa'

A Cemig, Companhia Energética de Minas Gerais, é considerada a principal candidata a privatização e um dos ativos mais valiosos do estado. Sua venda requer a aprovação de uma nova PEC estadual, que demanda o voto de três quintos dos deputados em dois turnos. As discussões sobre a privatização da Cemig estão em pauta e são consideradas de grande relevância para o futuro econômico de Minas Gerais.

Codemig e seus ativos valiosos

A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) também está na lista de estatais a serem privatizadas. A Codemig controla ativos essenciais, incluindo direitos de exploração de nióbio e o complexo do Expominas, além de estâncias hidrominerais. A venda desta companhia é vista como uma oportunidade de gerar receitas significativas, mas levanta debates sobre a importância estratégica desses ativos.

Gasmig e suas perspectivas

A Gasmig, subsidiária da Cemig, figura entre os planos de desestatização do governo. Responsável pela distribuição de gás natural canalizado em Minas Gerais, a Gasmig possui um potencial de crescimento considerável. Sua privatização poderá ser feita isoladamente ou como parte de uma venda mais ampla da Cemig, dependendo das decisões que forem tomadas pelo governo.

Desafios políticos e legislativos

Embora o governo esteja avançando nas privatizações, o caminho à frente está repleto de obstáculos, incluindo a necessidade de aprovações legislativas e a forte resistência política. A discussão sobre a privatização das estatais de Minas Gerais promete ser um dos temas centrais na agenda política do estado nos próximos anos.