Cinco municípios de Mato Grosso, incluindo Cuiabá e Várzea Grande, foram oficialmente integrados ao programa Brasil Sem Fome, conforme anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A adesão, formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União, garante suporte técnico e institucional para as cidades na aplicação da metodologia do programa.

Municípios selecionados

Os municípios que integram essa primeira fase do programa são: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Barra do Garças. Eles foram escolhidos com base na quantidade de famílias que enfrentam insegurança alimentar grave. Para receber o apoio, as prefeituras tiveram que formalizar sua adesão e atender aos critérios estabelecidos pelo MDS.

Objetivos do programa

O Brasil Sem Fome tem como meta fortalecer a articulação entre diferentes políticas públicas, visando identificar e atender as famílias em situação de vulnerabilidade alimentar. A adesão ao protocolo também permite que municípios que não recebem apoio técnico possam adotar suas diretrizes.

Dados preocupantes

Conforme dados do IBGE, mais de 1 milhão de pessoas em Mato Grosso não têm acesso a alimentos suficientes, o que representa cerca de um terço da população do estado. A situação se agravou durante a pandemia, evidenciada por casos como a formação de filas em açougues para a doação de ossos em Cuiabá.

Risco de insegurança alimentar

Em 2025, o CadInsan registrou 302.103 famílias no Cadastro Único em Mato Grosso, com 35.394 dessas famílias em risco de insegurança alimentar grave, representando 9,6% do total. Embora existam municípios com percentuais mais altos, como Acorizal, o acesso ao apoio do governo não é automático e depende de uma manifestação formal de interesse.

Estratégias do governo federal

O Brasil Sem Fome, lançado em agosto de 2023, busca erradicar a fome no país até 2030. O programa engloba ações de diversos ministérios para combater a insegurança alimentar e promover a cidadania. As principais metas incluem a redução contínua dos índices de pobreza e a inclusão de pessoas vulneráveis em políticas públicas.