A Caixa Econômica Federal solicitou ao governo federal autorização para criar três novas diretorias, 13 superintendências nacionais e 39 gerências nacionais. Essa reestruturação poderá ter um custo anual aproximado de R$ 60 milhões.
Detalhes do pedido
O pedido de reestruturação foi aprovado pelo conselho de administração do banco em março e enviado para análise da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. A Caixa confirmou a proposta, porém não revelou quais diretorias serão criadas nem a que vice-presidências estarão vinculadas.
Justificativa e contexto
A estatal não detalhou as razões para a ampliação de cargos ou o custo envolvido, mas apurações indicam que o valor pode chegar a R$ 4,5 milhões mensais. A demanda por mais diretores é uma reivindicação antiga da liderança do banco, que atualmente possui 26 diretorias-executivas sob 12 vice-presidências.
Reestruturação e modernização
A Caixa afirmou que essa reestruturação é parte de um plano de modernização e transformação organizacional, com foco em aprimorar a governança e aumentar a eficiência operacional. A instituição busca alinhar sua estrutura ao porte atual e às metas estratégicas.
Trâmites e preocupações
Atualmente, a proposta está em trâmite e depende da conclusão dos processos de governança. A Caixa tem até o final do mês para obter a aprovação necessária, já que a legislação eleitoral impede reestruturações a menos de três meses das eleições.
Reações internas
Funcionários consultados expressaram desconfiança em relação à criação dos novos cargos, especialmente devido à proximidade das eleições, e destacaram que a reestruturação contrasta com o fechamento de agências, totalizando 256 fechadas entre janeiro do ano passado e março deste ano. Apesar das críticas, a direção do banco afirma que as novas posições devem ser ocupadas por servidores de carreira.
