A Revena, uma healthtech brasileira, tem se destacado na utilização de inteligência artificial (IA) para atuar na redução de perdas financeiras em hospitais. Com a presença atual em 60 instituições, a empresa planeja processar cerca de R$ 8 bilhões em contas médicas até o final de 2026, com uma ambição de triplicar este valor até 2027.
Captação de Recursos
No último trimestre de 2025, a Revena arrecadou R$ 40 milhões em uma rodada Seed, liderada pelo fundo de venture capital Canary, com a participação de Flourish Ventures e Caravela Capital. Esse investimento permitirá à empresa aprimorar ainda mais suas tecnologias e expandir sua atuação no setor hospitalar.
Desafios na Gestão Hospitalar
O CEO e fundador da Revena, Mateus Noronha, destaca que a gestão hospitalar enfrenta desafios significativos, especialmente em relação ao volume de informações geradas em internações complexas. Em média, cinco dias de internação podem resultar em até 300 páginas de prontuários, tornando a automação e a inteligência artificial essenciais para a organização e processamento dessas informações.
Resultados da Tecnologia
A plataforma desenvolvida pela Revena tem demonstrado resultados promissores, conseguindo evitar entre 5% e 12% das perdas no ciclo de receita hospitalar. Além disso, a tecnologia pode reduzir o trabalho operacional em departamentos financeiros em até 75%, permitindo que as contas sejam entregues em até 48 horas após a realização de procedimentos.
Histórico e Oportunidades
Noronha, formado em engenharia pelo ITA, e seu sócio Diego Freitas, também engenheiro, realizaram um trabalho voluntário no GACC em São Paulo. Esta experiência revelou a sobrecarga enfrentada por profissionais de faturamento e enfermeiros, que muitas vezes se dedicam a tarefas administrativas em vez de focar em decisões estratégicas. Essa vivência levou à criação da Revena, que se tornou a primeira fornecedora de tecnologia do GACC.
Expansão e Futuro
A Revena, que atualmente conta com 110 colaboradores, tem planos de expandir sua plataforma de IA para as dez maiores redes hospitalares do Brasil e já estuda a possibilidade de entrar no mercado norte-americano. Com a crescente demanda por soluções eficazes no setor de saúde, a empresa está bem posicionada para se tornar um player importante no mercado.




