A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou mais um adiamento na conclusão da revitalização da Praça Governador Israel Pinheiro, popularmente conhecida como Praça do Papa, localizada no bairro Mangabeiras. A nova previsão de entrega das obras é para o dia 31 de julho de 2026, após o período de férias escolares.
Histórico de adiamentos
Este é o segundo adiamento que ocorre apenas este ano. As obras, que tiveram início em fevereiro de 2024, contavam com um investimento de aproximadamente R$ 12 milhões e estavam inicialmente programadas para serem finalizadas em dezembro do mesmo ano. O prazo já foi prorrogado várias vezes, passando por junho de 2025, dezembro e, mais recentemente, abril de 2026.
Justificativa da prefeitura
De acordo com a PBH, o novo atraso se deve ao volume de chuvas que superou as expectativas, impactando etapas essenciais do projeto. A prefeitura também informou que as obras estão nas fases finais, com destaque para o assentamento de cerca de 330 mil peças de cerâmica, o plantio de aproximadamente 25 mil metros quadrados de grama e a instalação de um novo sistema automatizado de irrigação.
Prazo final e questões administrativas
A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) reafirmou que o novo prazo estabelecido é o definitivo para a entrega das obras. Além disso, o órgão esclareceu que a vigência do contrato foi prorrogada até 14 de janeiro de 2027, para a finalização de pendências jurídicas e administrativas, como medições e pagamentos.
Impacto na visitação
Apesar de parte da praça já estar aberta ao público, áreas continuam cercadas por tapumes, gerando frustração entre moradores e visitantes. A designer de moda Camila Maielli, que estava visitando a cidade, expressou sua decepção com a situação: "Atrapalha as fotos, atrapalha tudo. A gente veio com uma expectativa, é bonito, mas poderia estar melhor".
Expectativas dos visitantes
A advogada Mona Ghader também comentou sobre a situação ao levar visitantes ao local, afirmando que a demora nas obras tem feito falta à imagem da cidade: "É uma parte importante de Minas Gerais e esperava poder mostrá-la sem as obras".




