O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (27) que o governo está pronto para enfrentar os possíveis efeitos do fenômeno meteorológico El Niño, que altera os padrões de chuvas no Brasil.
Preparação do Governo
Lula declarou em entrevista à Rede Amazônica, afiliada da Globo no Amazonas, que, embora a natureza seja muitas vezes imprevisível, o governo federal está estruturado para lidar com crises provocadas pelo El Niño. "Estamos preparados, estruturados com tudo o que é necessário para enfrentar essa situação", afirmou.
Críticas à Gestão Anterior
Durante a entrevista, o presidente fez críticas à administração anterior, sem mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diretamente. Ele ressaltou que, ao assumir em 2023, encontrou um governo desestruturado e despreparado para enfrentar os desafios climáticos.
Impactos na Região Amazônica
O fenômeno El Niño é particularmente preocupante para a região Amazônica, pois pode causar secas severas, resultando na diminuição do nível do rio Amazonas. Isso compromete a navegação fluvial e pode isolar cidades, incluindo Manaus, que dependem do transporte por água.
Medidas de Prevenção de Incêndios
Na última segunda-feira (25), o ministro do STF, Flávio Dino, solicitou que o governo Lula e os estados da Amazônia e do Pantanal reportem as medidas em andamento para prevenir incêndios florestais nesses biomas, que também são afetados por mudanças climáticas.
Expectativas sobre o El Niño
Especialistas estimam que o fenômeno El Niño deve se manifestar até julho e persistir até fevereiro de 2027, elevando as temperaturas do verão no Brasil. O presidente Lula se comprometeu a monitorar a situação e a agir conforme necessário.
Infraestrutura e Conectividade
Lula também mencionou o avanço das obras na BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho (RO). A rodovia, que ainda possui trechos não asfaltados, enfrenta críticas de ambientalistas preocupados com o desmatamento. O presidente garantiu que as obras serão realizadas com atenção às questões ambientais, destacando a necessidade de integrar a capital amazonense a outros locais de forma eficiente.
