O Goldman Sachs expressou uma visão positiva para importantes empresas brasileiras relacionadas ao setor de commodities durante o Brazil Commodities Day. A instituição destacou temas como crescimento operacional, disciplina de capital e a melhoria nos preços das commodities.
Vale (VALE3)
A Vale foi reafirmada como uma recomendação de compra pelo Goldman Sachs, com um preço-alvo de US$ 18 por ação. O CFO Marcelo Bacci destacou o crescente interesse dos investidores em ativos de mineração, apesar das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. A empresa busca desbloquear até US$ 4 trilhões em investimentos, focando principalmente na produção de cobre, com planos de aumentar sua capacidade de 350 mil para 700 mil toneladas anuais, com um investimento de US$ 5 bilhões.
Aura Minerals (AURA33)
Para a Aura Minerals, a recomendação de compra foi mantida, com um novo preço-alvo de US$ 116 por ação. A empresa enfrenta riscos, como a alta exposição ao preço do ouro, que pode afetar suas ações. O COO Glauber Luvizotto enfatizou a necessidade de melhorar a produção e custos na mina MSG, com a expectativa de alcançar 80 mil onças por ano até 2027, embora o desafio da disponibilidade de água em Borborema possa complicar os planos de expansão.
Gerdau (GGBR4)
A Gerdau também recebeu uma recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 25 por ação. O CFO Rafael Japur mencionou um cenário mais favorável nos mercados brasileiro e norte-americano, apesar da preocupação com a nova capacidade produtiva no norte do México. A empresa acredita que o mercado já absorveu as expansões recentes de capacidade e espera um equilíbrio no fluxo de caixa livre no segundo semestre de 2026.
Suzano (SUZB3)
O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para a Suzano, com um preço-alvo de R$ 52 por ação. Os riscos incluem preços da celulose e uma desaceleração na demanda chinesa. O CFO Marcos Assumpção destacou que a empresa está focada em reduzir custos e melhorar a eficiência, aproveitando mecanismos de hedge para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio. A Suzano também está priorizando a redução da dívida líquida e a implementação de sua estratégia "fiber-to-fiber".
Klabin (KLBN11)
Por fim, o Goldman Sachs recomenda uma posição neutra para a Klabin, com preço-alvo de R$ 18 por ação. Apesar de desafios como atrasos em projetos e flutuações no preço da celulose, a empresa vê oportunidades de crescimento, especialmente no mercado de embalagens. A Klabin está em busca de ampliar sua participação no mercado de caixas de papelão e expandir sua presença nos Estados Unidos e na Europa.
