O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à Rede Amazônica, que o governo federal está pronto para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno meteorológico El Niño. Segundo Lula, as medidas necessárias já estão em vigor para lidar com as crises que podem ser provocadas por esse evento.

Preparação para Crises

"Sabemos que a natureza muitas vezes é incontrolável, mas estamos preparados, estruturados com tudo que é preciso para enfrentar uma crise provocada pelo El Niño", declarou o presidente. Essa afirmação foi feita em um momento em que o Brasil se prepara para um período que pode ser crítico devido às alterações climáticas que o fenômeno pode trazer.

Críticas à Gestão Anterior

Lula não hesitou em criticar a administração anterior, embora não tenha mencionado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diretamente. Ele afirmou que quando sua gestão assumiu em 2023, o governo estava "desmontado" e sem as estruturas necessárias para enfrentar tais desafios.

Sensibilidade do Tema na Amazônia

O El Niño é um assunto de grande relevância para o estado do Amazonas, onde secas severas podem reduzir o nível do rio e comprometer a navegação fluvial. Isso pode isolar cidades, incluindo a capital, Manaus, em períodos críticos.

Medidas em Andamento

Recentemente, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou que o governo Lula e os estados da Amazônia e do Pantanal informem sobre as medidas em curso para prevenir e controlar incêndios florestais nesses biomas, especialmente com a chegada do El Niño, que deve se estender até fevereiro de 2027, aumentando as temperaturas no Brasil.

Infraestrutura e Transporte

No mesmo contexto, Lula mencionou que está dando continuidade às obras na BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho (RO). A falta de asfalto em trechos da rodovia é uma preocupação, especialmente para ambientalistas que temem o aumento do desmatamento na Amazônia. O presidente enfatizou que as obras serão realizadas com atenção ao meio ambiente.

Conexão Terrestre

Por fim, Lula ressaltou a importância de conectar a capital Amazônia por terra a outras localidades. "Não faz sentido que as cidades fiquem sem comunicação, dependendo do rio que, em períodos de seca, não permite o transporte necessário", concluiu.