A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) sugeriu a doação da ponte do Esqueleto à Prefeitura de Limeira, após a morte de uma jovem de 21 anos em um salto sem segurança. A tragédia ocorreu durante uma atividade de 'rope jump' no último sábado (13).
Rejeição da Doação
O prefeito de Limeira, Murilo Félix, manifestou que não haveria interesse público na aceitação da estrutura, alegando que a administração municipal tem outras prioridades. Ele também se posicionou a favor da atuação da Polícia Federal na investigação do acidente.
Atividades Ilegais
Apesar da proibição de acesso à ponte, ela continua sendo utilizada por grupos de esportes radicais e ciclistas. Pelo menos três empresas realizam saltos de 'rope jump' no local, especialmente nos finais de semana, cobrando até R$ 180 por pessoa. Autoridades locais relataram que eventos de salto estavam programados até setembro.
Medidas de Segurança
Em resposta à situação, o governo federal planeja instalar barreiras físicas e sinalizações informando sobre a proibição de acesso à ponte, que é uma propriedade da União. A prefeitura de Limeira também se comprometeu a reabrir uma vala que havia sido fechada, visando dificultar o acesso à estrutura.
Histórico de Acidentes
A ponte, que foi transferida à SPU após a extinção de estatais ferroviárias, já possui um histórico de acidentes graves. No ano anterior, duas pessoas se feriram em saltos, e, em 2024, uma ciclista perdeu a vida no local, o que levanta preocupações sobre a segurança dos praticantes de esportes radicais.
Investigação em Andamento
Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, os instrutores envolvidos foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Seis pessoas foram levadas à delegacia, e a situação está sendo acompanhada pelas autoridades competentes, enquanto o corpo da jovem foi sepultado em Jandira, na Grande São Paulo.
