O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma denúncia contra três ex-líderes da Mancha Alviverde, a torcida organizada do Palmeiras, por supostas ameaças à presidente do clube, Leila Pereira. O incidente, que ocorreu em junho de 2023, retorna à tona três anos depois, evidenciando a tensão entre a gestão do clube e a torcida.
Protesto e Ameaças
Os denunciados, Jorge Luis Sampaio Santos, Felipe Mattos dos Santos, conhecido como “Fezinho”, e Thiago Amorim de Melo, apelidado de “Pato Roko”, estavam à frente da organizada na época do protesto. Eles, junto a outros torcedores, bloquearam o acesso à sede da Crefisa, empresa presidida por Leila, gerando tumulto e desordem.
A manifestação foi marcada por um clima de hostilidade, refletindo um profundo descontentamento entre a diretoria do Palmeiras e sua principal torcida organizada. O MP concluiu que o ato tinha como objetivo intimidar a presidente, especialmente em um contexto de conflitos entre as partes.
A Denúncia
No documento de denúncia, o MP ressalta que os ex-dirigentes também foram responsáveis por ameaças a Leila nas redes sociais. A acusação está baseada no artigo 147 do Código Penal, que penaliza ameaças feitas de diversas formas, incluindo palavras e gestos. Além disso, o MP solicita a fixação de um valor para danos morais e materiais.
Os acusados não poderão optar pela transação penal, uma vez que se encontram em prisão preventiva. Essa situação decorre de um confronto anterior entre a Mancha Alviverde e a Máfia Azul, torcida do Cruzeiro, em outubro de 2024, que resultou em um morto e vários feridos.
Contexto de Conflito
O episódio do confronto em Mairiporã, na Rodovia Fernão Dias, demonstrou a acirrada rivalidade entre as torcidas, exacerbando ainda mais a relação já tensa entre a diretoria do Palmeiras e a Mancha Alviverde. A segurança nos eventos relacionados ao futebol tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente em um cenário de violência entre torcidas.
A continuidade desse caso judicial pode trazer desdobramentos significativos para o futuro da relação entre a diretoria do Palmeiras e sua torcida organizada, além de impactar a segurança nos jogos e eventos do clube.
