O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, conseguiu interromper uma sequência histórica de oito semanas consecutivas de queda, fechando a última sessão com uma alta de 1,25%. Contudo, a pergunta que persiste entre os analistas é se essa recuperação representa a formação de um fundo ou se trata apenas de um repique técnico dentro de uma tendência de baixa.
Desempenho do Ibovespa
Desde a máxima histórica de 199.354 pontos, alcançada em abril, o Ibovespa tem enfrentado uma trajetória de baixa. Apesar de ter encerrado a última semana em 171.132 pontos, ainda acumula uma valorização de 6,21% no ano, embora tenha perdido força recentemente. O índice recuou 0,21% na última sessão, o que indica que a recuperação ainda não é definitiva.
Atualmente, o Índice de Força Relativa (IFR) está em 38,88, próximo de áreas que podem indicar novas correções. A média móvel de 200 períodos, situada em 166.850 pontos, é um suporte crítico a ser monitorado nesse cenário.
Perspectivas para o Dólar
O dólar futuro também apresentou um enfraquecimento em sua recuperação, encerrando a última semana com uma queda de 2,32%. O ativo está testando uma região importante perto das médias móveis de 9 e 21 períodos, e um recuo adicional pode levar a perdas significativas se romper suportes em 5.080/4.992/4.910 pontos.
Para que o dólar retome a alta, será necessário superar as resistências em 5.124/5.225,5 pontos, além da média móvel de 200 períodos em 5.280 pontos.
Movimentações nos Mercados Americanos
Nos EUA, o S&P 500 e a Nasdaq também tentam se recuperar após períodos de correção. O S&P 500, que está cotado atualmente a 7.430 pontos, precisa romper a resistência de 7.618 pontos para dar continuidade à alta. Já a Nasdaq, que fechou a última sessão em 25.888 pontos, busca superar a resistência em 26.580 pontos para retomar a tendência de alta.
Desafios para o Bitcoin
O Bitcoin continua em uma zona crítica, negociando abaixo dos US$ 70 mil. Após não conseguir romper a resistência em US$ 82.850, o ativo voltou a testar suportes importantes. Para que ocorra uma recuperação consistente, o Bitcoin precisa superar os níveis de US$ 65.000/US$ 70.465/US$ 74.450.
Por outro lado, a perda dos suportes em US$ 60.000/US$ 59.130 pode acelerar a pressão vendedora, levando o ativo a novos níveis mais baixos.
