Dados recentes indicam que o Piauí tem 1.767 indivíduos vivendo em situação de rua, conforme levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG. Este número representa um aumento significativo em relação ao último ano, abrangendo 49 dos 224 municípios do estado.
Ações das prefeituras
A Prefeitura de Floriano reconheceu que a cidade tem atraído pessoas em busca de emprego e melhores condições de vida, mas alertou sobre o impacto social da migração desassistida, que resulta em um maior número de pessoas sem abrigo nas ruas. Já a Prefeitura de Parnaíba, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, destacou que diversas iniciativas estão em andamento para apoiar essa população.
Atendimento e serviços oferecidos
Em abril de 2026, o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro Pop, atendeu 220 pessoas, com a maioria sendo homens jovens. O município ressalta que nem todos que utilizam os serviços do centro residem nas ruas, mas sim utilizam os espaços públicos durante o dia.
Perfil dos atendidos
A pesquisa mostrou que mais de 50% dos entrevistados têm entre 40 e 59 anos, e 44,4% possuem ensino fundamental incompleto. A atualização do Cadastro Único para Programas Sociais revelou que 47,5% dos entrevistados atualizaram seus dados recentemente, o que é crucial para acessar benefícios sociais.
Projetos de acolhimento
O padre João Paulo, da Pastoral do Povo de Rua, relatou que sua ONG atende cerca de 35 a 40 pessoas em situação de vulnerabilidade e planeja aumentar esse número para 200 diariamente. O projeto Dignidade nas Ruas também oferece assistência, incluindo alimentação e kits de roupas, além de serviços de higiene pessoal.
Sonhos e desafios da população atendida
Entre aqueles que buscam ajuda, Tatiana da Silva divide os alimentos recebidos com seus cães e expressa o desejo de ter uma casa simples e uma televisão. Outro atendido, Alex de Sousa, anseia por retornar à sua família e ter uma cama confortável. O Centro POP, funcionando de segunda a sexta, oferece alimentação, apoio psicológico e social, além de serviços aos finais de semana como banho e contato com familiares.
A Casa Caminho, um espaço de acolhimento provisório, pode receber até 40 pessoas e busca resgatar a dignidade e autonomia dos atendidos, abordando as diversas vulnerabilidades sociais enfrentadas.
