O governo central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, anunciou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril de 2026. Esse resultado representa a melhor performance para esse mês desde 2022, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional em seu Relatório do Tesouro Nacional (RTN) na última quinta-feira.

Comparação com anos anteriores

No mesmo mês de 2025, o superávit foi de R$ 18,2 bilhões, considerando valores não ajustados pela inflação. Ao longo dos últimos 12 meses, o governo central acumulou um déficit de R$ 130,6 bilhões, o que equivale a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB).

Entendendo o superávit e déficit

Um superávit primário ocorre quando as receitas superam as despesas, sem considerar os juros. Por outro lado, um déficit primário é registrado quando as despesas ultrapassam as receitas. O resultado primário é a soma desses valores. Em 2025, mesmo com um déficit de R$ 13 bilhões, a meta fiscal foi cumprida.

Perspectivas para 2026

A meta fiscal do governo para 2026 é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 35 bilhões. Há uma tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo que o resultado seja considerado cumprido mesmo que haja um superávit de até R$ 68 bilhões ou um equilíbrio entre receitas e despesas.

Desempenho das receitas e despesas

Em abril de 2026, as receitas totais aumentaram R$ 15,9 bilhões, impulsionadas principalmente por receitas administradas pela Receita Federal, como o Imposto de Renda, que teve um incremento de R$ 4,8 bilhões. Em termos acumulados, a receita total subiu R$ 41,5 bilhões, enquanto a receita líquida cresceu R$ 38,6 bilhões.

Aumento nas despesas

As despesas também apresentaram um aumento considerável, com um acréscimo de R$ 107 bilhões em termos reais em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os principais setores que contribuíram para esse aumento foram benefícios previdenciários e encargos sociais, que cresceram R$ 37,7 bilhões e R$ 19,8 bilhões, respectivamente. O resultado deste mês foi impactado por um superávit de R$ 58,3 bilhões do Tesouro e do Banco Central, contrastando com um déficit de R$ 33,1 bilhões na Previdência Social.