A Avenida Faria Lima, reconhecida como um dos principais centros financeiros do Brasil, tornou-se o cenário de diversas operações policiais no último ano. Essas ações visam desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes, em especial aqueles vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operações em Destaque

Entre as operações mais notáveis estão a Carbono Oculto e Fluxo Oculto, ambas focadas na lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Em agosto do ano passado, a operação Carbono Oculto teve ao menos 65 alvos na avenida e em áreas adjacentes, enquanto a mais recente, Fluxo Oculto, foi realizada em maio de 2023, visando empresários e operadores suspeitos no setor de combustíveis.

Esquema de Lavagem de Dinheiro

O grupo investigado é acusado de lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, obtendo lucros significativos no mercado de combustíveis. A Receita Federal identificou seis fintechs que funcionavam como bancos paralelos do PCC, movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Uma das fintechs recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie.

Carbono Oculto: A Origem da Investigação

A operação Carbono Oculto, considerada uma das maiores do país, revelou que o PCC havia evoluído para um conglomerado empresarial sofisticado. A investigação revelou fraudes bilionárias conectando postos de gasolina da periferia a escritórios na Faria Lima. Os foragidos Beto Louco e Primo são apontados como líderes do esquema.

Compliance Zero e Fraudes Bancárias

A Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, também teve desdobramentos na Faria Lima. Em janeiro deste ano, foram cumpridos 42 mandados de busca em múltiplos estados, revelando fraudes ligadas ao Banco Master e apreendendo bens de alto valor, como carros importados e armas.

Desmantelamento de uma Central de Fraudes

Em janeiro de 2023, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) fechou uma central de fraudes na Faria Lima. Essa operação expôs um esquema que utilizava informações ilícitas para convencer vítimas a pagar dívidas inexistentes, principalmente idosos, por meio de ameaças e manipulação.