A apresentadora Fátima Bernardes compartilhou suas opiniões sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho durante sua participação no programa Sem Censura, exibido na última quarta-feira (27/5). O debate se intensificou após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a adoção da escala 5x2, que agora seguirá para votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Críticas à escala atual
Fátima não hesitou em classificar o modelo de trabalho atual, que implica em jornadas na escala 6x1, como “desumano”. Ela compartilhou sua experiência, ressaltando que sempre trabalhou em uma escala 5x2 ao longo de sua carreira, e refletiu sobre os desafios enfrentados por quem lida com longas horas de trabalho, trânsito intenso e pouco tempo livre.
A defesa do equilíbrio
Em sua declaração, Fátima enfatizou a necessidade de um equilíbrio maior na jornada de trabalho. “Eu acho muito desumano. Então eu acho que 5x2 seria bem mais justo para todo mundo”, afirmou, destacando a importância do descanso e do tempo de qualidade fora do ambiente profissional.
Tempo para aprimoramento
A apresentadora também mencionou que é vital ter tempo para estar com a família, descansar e aprimorar conhecimentos, especialmente em um mundo que exige aprendizado constante sobre novas tecnologias. “Fica muito difícil”, disse ela, enfatizando os impactos negativos de uma jornada excessiva.
Opinião da filha de Fátima
Beatriz Bonemer, filha de Fátima, também participou do debate e comentou sobre a necessidade de ouvir as vozes das pessoas que realmente vivenciam a rotina da escala 6x1. “Eu acho que as pessoas que estão discutindo isso não fazem a escala 6x1. Então tem que ouvir quem está nessa rotina para entender o que elas acham”, destacou.
Exemplos de sucesso no exterior
Bia ainda ressaltou que jornadas de trabalho mais equilibradas podem contribuir significativamente para a produtividade dos trabalhadores. Ela mencionou que empresas em outros países que adotaram modelos diferentes de escalas têm apresentado resultados positivos, com trabalhadores mais satisfeitos e produtivos. “Tem empresas lá fora que usam outras escalas e têm uma produtividade imensa. As pessoas ficam melhores”, concluiu.
