Os corredores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vivem dias de tensão diante de um dos episódios mais delicados da história recente do órgão regulador do mercado de capitais. A Corregedoria da autarquia recebeu uma denúncia, acompanhada de documentos, contra o superintendente de Registro de Valores Mobiliários, Luis Miguel Sono.

O caso Oncoclínicas

Segundo a denúncia, Sono teria participado, no dia 11 de maio, de uma reunião sigilosa com advogados dos fundos que contestam a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da rede Oncoclínicas. O detalhe que agrava a situação é o calendário: foi exatamente no mesmo dia que o superintendente endossou posição contrária ao recurso dos acionistas minoritários, que exigem a realização da OPA. O encontro estaria registrado no sistema de agendas públicas da Controladoria-Geral da União (CGU), o que deu base à apuração interna.

Bastidores da política no Piauí

No campo político, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, articula o futuro da família. Liderança do PT no Piauí, ele lançou o filho como candidato a deputado estadual. A filha, no entanto, avisou que não aceita o papel coadjuvante de primeira suplente de Júlio César ao Senado, enquanto a esposa segue como conselheira do Tribunal de Contas do Estado. Com a agenda doméstica resolvida, Dias se prepara para coordenar a campanha de reeleição do presidente Lula no Nordeste.

Banco Master e a advogada de família

Outro ponto que chama atenção é a contratação da advogada de família Ana Patrícia Leão, de Salvador, pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro — algo incomum, já que bancos não costumam recorrer a profissionais dessa especialidade. A procuração foi assinada por Eugênio Kruschewsky, investigado pela Polícia Federal por receber R$ 54 milhões da instituição. Em entrevista, a advogada afirmou não atuar para um único cliente, mas não esclareceu quanto recebeu, quais peças produziu nem quais notas fiscais emitiu para o banco.

Eficiência energética no TRE paulista

Na área de infraestrutura e sustentabilidade, a Enel São Paulo anunciou um projeto de Eficiência Energética que beneficiará quatro unidades do Tribunal Regional Eleitoral paulista, com R$ 2,9 milhões em investimentos. Viabilizada pela Aneel, a iniciativa prevê economia de R$ 285 mil por ano. Serão substituídas cerca de 300 lâmpadas convencionais por modelos de tecnologia LED e 130 aparelhos de ar-condicionado do tipo split por equipamentos de maior desempenho energético.

Tabaco e clima na pauta nacional

O setor de tabaco também ganhou espaço no debate econômico. O SindiTabaco, ao lado da comitiva da Fiergs, participou da "Agenda dos Presidenciáveis", promovida pela CNI, e contribuiu para o documento "Construindo o Brasil 2050", que defende melhor estrutura no Porto de Rio Grande (RS), segurança jurídica e combate ao mercado ilegal. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,3 bilhões em tabaco, sendo US$ 3 bilhões originados do Rio Grande do Sul. Já o Instituto Clima e Sociedade (iCS) encerra em 1º de julho as inscrições de um edital de R$ 4 milhões para projetos de adaptação climática em comunidades indígenas, quilombolas, rurais, periféricas e costeiras de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco.

Giro corporativo

Entre as movimentações do mercado, a Dasa lançou um quiz que avalia hábitos de saúde do público; o Itaú Social criou cursos de educação integral na plataforma da Escola Fundação Itaú; e a Onzex transformou o São João de Recife em vitrine para marcas. A Unlock conquistou o Selo Carbon Free, da Carbon Free Brasil, enquanto Prime Energy e Azul ampliaram parceria no Mercado Livre de Energia. A Heavenly International School promove arraiás no Distrito Federal, e a Simpress neutralizou 67 mil toneladas de CO2 com o plantio de 106 mil árvores em Lages (SC).