O aplicativo A.dot, desenvolvido para conectar crianças e adolescentes a famílias adotivas, foi integrado ao Sistema Nacional de Adoção (SNA) a partir desta segunda-feira (25). Criado pela jornalista paranaense Adriana Milczvsky e desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), o app já contribuiu para mais de 200 adoções.

Funcionalidades do A.dot

A plataforma A.dot oferece um ambiente seguro onde são disponibilizadas informações sobre saúde, desenvolvimento e histórico de cada criança e adolescente. Além disso, permite que os pretendentes assistam a vídeos personalizados, favorecendo a criação de uma conexão emocional antes do encontro formal.

Transformando vidas

Uma das histórias marcantes é a dos irmãos gêmeos Marcos Augusto e Maria Vitória Sertório Gatti. Após 11 anos em uma instituição de acolhimento, eles expressaram o desejo de ter uma família em um vídeo que emocionou um casal que decidiu adotá-los. Atualmente, a família conta com sete filhos, todos unidos pelo amor e acolhimento.

Impacto das adoções

Desde seu lançamento em 2018, o aplicativo facilitou 216 adoções, sendo 135 de adolescentes com mais de 13 anos. Adriana Milczvsky destaca que o A.dot busca mudar a visão tradicional sobre adoção, colocando o foco nas necessidades e desejos das crianças.

Processo de adoção

O desembargador Sérgio Kreuz, um dos idealizadores do aplicativo, ressalta que o perfil de uma criança pode não corresponder às expectativas iniciais dos adotantes, mas os vídeos e imagens gerados pelo app podem criar uma conexão genuína.

Segurança e acesso

O juiz auxiliar do CNJ, Hugo Zaher, informa que cerca de 1,8 mil crianças e adolescentes ainda aguardam adoção. O acesso ao A.dot é restrito a pessoas já cadastradas no Sistema Nacional de Adoção, garantindo que apenas pretendentes habilitados possam visualizar os conteúdos, preservando a segurança e a privacidade das crianças.