A queda de cabelo é uma preocupação comum, mas a automedicação pode ser um erro grave. A Dra. Fabiana Addario, dermatologista especializada, ressalta que muitos pacientes recorrem a tônicos, shampoos e suplementos, mas podem atrasar o diagnóstico de doenças que, se tratadas precocemente, poderiam ser curadas.

Tipos de Alopecias

Alopecias podem ser classificadas em dois tipos principais. A primeira é a alopecia não cicatricial, onde o folículo piloso permanece ativo. Doenças como alopecia areata e androgenética têm bom prognóstico se tratadas logo no início.

Por outro lado, as alopecias cicatriciais destruem permanentemente o folículo, como no caso de líquen plano pilar e alopecia frontal fibrosante. Dra. Fabiana alerta que, ao esperar para buscar tratamento, os pacientes podem perder os folículos para sempre.

A importância do tempo

O tempo é essencial no tratamento das alopecias. Com a alopecia areata, se o tratamento começa no primeiro mês, a taxa de cura é de 80-90%. Porém, se o paciente esperar seis meses, essa taxa cai para 40-50%. Para doenças cicatriciais, a situação é ainda mais crítica.

Sinais de alerta

A Dra. Fabiana recomenda que as pessoas procurem um especialista imediatamente se apresentarem sintomas como queda progressiva, falhas visíveis no couro cabeludo, coceira intensa, dor, inflamação ou queda de cabelo que persiste por mais de três meses.

Processo de diagnóstico

O diagnóstico envolve a análise de exames laboratoriais, tricoscopia e avaliação do histórico do paciente. Em alguns casos, uma biópsia pode ser necessária. Com base nessas informações, a dermatologista indica o tratamento mais adequado, que pode incluir medicamentos tópicos ou sistêmicos.

Conclusão

A automedicação pode levar a gastos desnecessários e atrasar o tratamento de condições que exigem atenção imediata. Dra. Fabiana enfatiza que, se a queda de cabelo persiste por mais de três meses, é crucial buscar ajuda profissional para não comprometer a chance de recuperação.