A ADL Mineração, que se destaca como a primeira empresa privada do Brasil a realizar a exportação de monazita, traçou um ambicioso plano de crescimento até o final de 2026. De acordo com a CEO Adelina Lee, a meta inicial é vender 500 toneladas do mineral, que é a principal fonte para a extração de elementos de terras raras no país, com foco em mercados como Estados Unidos, Japão e Canadá.
Metas e Testes de Exportação
A ADL tem a expectativa de expandir suas exportações para atingir 3.000 toneladas até o final de 2028. O primeiro embarque aconteceu em abril deste ano, quando 16 toneladas do minério foram enviadas para o Canadá, considerado um teste para operações futuras.
Histórico e Parcerias
Antes da ADL, a última exportação de monazita realizada no Brasil foi pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil), que mantém um contrato de cessão onerosa com a ADL. A empresa privada assumiu uma unidade da estatal que estava inativa há 14 anos e atualmente paga royalties ao governo brasileiro.
Composição e Atratividade do Mineral
A monazita é um mineral encontrado nas areias do litoral brasileiro e contém elementos de terras raras como cério, lantânio e neodímio, além de urânio e tório em concentrações baixas. Cada tonelada desse minério possui aproximadamente 700 quilos de terras raras, tornando-o mais atrativo em comparação a outros minerais, como a argila iônica, que apresenta uma extração de apenas 300 gramas por tonelada.
Novos Projetos e Investimentos
Além das exportações, a ADL Mineração está desenvolvendo um projeto chamado ADL 2, que visa abrir quimicamente a monazita para obter cloreto de terras raras, uma etapa crucial antes da separação dos 17 elementos do grupo. Atualmente, a empresa exporta o minério bruto, já que não existem outras companhias no Brasil que realizem essa separação química.
Estratégia de Negócios
Com o intuito de aumentar sua capacidade de produção de 1.000 para até 7.000 toneladas mensais, a ADL busca investidores, incluindo opções no exterior. A CEO Lee esclarece que a empresa não realiza vendas de monazita para governos e evita contratos de longo prazo, optando por negociações do tipo spot, que são avaliadas individualmente. Essa abordagem permite maior flexibilidade nos planos futuros de separação química dos elementos de terras raras.
