O preço da cesta básica registrou um aumento em todas as 27 capitais do Brasil em maio, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse aumento foi impulsionado principalmente por altas em produtos como batata, tomate, carne e feijão.

Principais aumentos nas capitais

Entre abril e maio de 2026, as cidades que tiveram as maiores elevações nos preços foram Recife, com 8,05%, seguida por Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%). São Paulo continua sendo a capital com a cesta básica mais cara, custando R$ 952,20, após um aumento mensal de 5,08%.

Valores em outras capitais

Na sequência, os custos médios foram de R$ 925,49 em Cuiabá, R$ 914,48 no Rio de Janeiro e R$ 913,43 em Florianópolis. Por outro lado, no Norte e Nordeste, os valores mais baixos foram verificados em São Luís (R$ 651,15) e Aracaju (R$ 652,73).

Comparação anual e acumulada

Quando analisamos a comparação anual, quase todas as capitais apresentaram aumentos entre maio de 2025 e maio de 2026, variando de 0,79% em Boa Vista a 14,29% em Recife. A única exceção foi São Luís, que teve uma queda de 2,52%. No acumulado deste ano, todas as capitais tiveram alta, com taxas variando de 3,45% em São Luís a 21,94% em Recife.

Impacto no trabalhador

O aumento no custo da cesta básica também elevou o esforço financeiro do trabalhador brasileiro. Em maio, o tempo médio necessário para adquirir os itens básicos foi de 105 horas e 50 minutos de trabalho, um aumento em relação às 100 horas e 52 minutos de abril. Em média, esse gasto representa 52,01% do salário mínimo líquido.

Salário mínimo necessário

Com base na cesta básica mais cara, o Dieese estima que o “salário mínimo necessário” para uma família deveria ser de R$ 7.999,44, o que equivale a 4,93 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621,00. Essa situação evidencia a pressão econômica sobre os trabalhadores que buscam atender suas necessidades básicas.