Minas Gerais está avançando no controle epidemiológico com a utilização do Sistema Aesop, uma plataforma inovadora que visa a detecção precoce de surtos de doenças infecciosas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) realizou uma Oficina Estadual de Vigilância Sindrômica de Dados na Atenção Primária, entre os dias 9 e 10 de julho, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
Expansão da Metodologia
A oficina representa um marco na expansão dessa metodologia, que já havia demonstrado resultados efetivos na identificação precoce de epidemias de síndromes gripais. O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, destacou a importância dessa conquista, afirmando que o Aesop proporciona um sistema robusto de vigilância, permitindo respostas mais ágeis e evitando sobrecargas nos serviços de saúde.
O que é o Sistema Aesop?
O Sistema Aesop, que significa Sistema de Antecipação de Surtos com Potencial Pandêmico, foi desenvolvido pela Fiocruz em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua meta é identificar rapidamente o risco de surtos de doenças infecciosas. O sistema começou como projeto-piloto no Amazonas em 2024 e, desde então, evoluiu para sua implementação em outros estados.
Resultados em Minas
Desde que o Aesop foi introduzido em Minas Gerais, foram registrados 2.679 avisos de surtos, dos quais 1.286 foram verificados, resultando em 862 confirmações de surtos reais. Após a verificação, as Unidades Regionais de Saúde são informadas e coordenam o monitoramento nos municípios afetados.
Importância da Oficina
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs Minas), Eva Lídia Medeiros, enfatizou que a oficina é um avanço essencial para a Vigilância Estadual. A detecção precoce possibilita identificar sinais que, frequentemente, não são percebidos pela vigilância tradicional, permitindo um monitoramento mais eficaz.
Programação e Participação
A oficina contou com a participação de servidores da Saúde Estadual e profissionais das Unidades Regionais de Saúde. Durante os dois dias de atividades, foram apresentados os resultados da implementação do sistema, além dos desafios enfrentados e as melhores práticas para ações de monitoramento e resposta a surtos.
