No primeiro trimestre de 2026, o Brasil se destacou entre as economias que mais cresceram, apresentando um aumento de 1,1% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em comparação ao quarto trimestre de 2025. Esse desempenho é significativo, especialmente quando analisado em relação aos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Comparativo com a OCDE

A média de crescimento do PIB entre os países da OCDE foi de 0,4% no mesmo período, um aumento em relação ao crescimento de 0,2% registrado no trimestre anterior. Os dados foram coletados de aproximadamente 30 países que já divulgaram suas informações econômicas.

Durante esse primeiro trimestre, 20 países conseguiram registrar crescimento econômico, enquanto duas economias, França e Portugal, mantiveram-se estáveis. Por outro lado, seis países enfrentaram contrações, entre eles Suécia, Chile, Lituânia, Israel, México e Irlanda.

Desempenho de grandes economias

Entre as nações do G7, o Reino Unido e os Estados Unidos também mostraram um desempenho positivo, com crescimento acelerado, passando de 0,2% e 0,1% no quarto trimestre para 0,6% e 0,5% no primeiro trimestre, respectivamente. A OCDE atribui esse avanço nos EUA a um aumento nas exportações e investimentos, além da recuperação dos gastos federais após uma paralisação do governo.

Entretanto, analistas alertam que os dados futuros podem ser impactados pela guerra entre EUA, Israel e Irã, que está pressionando os preços e os orçamentos das famílias.

Crescimento na China e Japão

O PIB da China, embora não seja membro da OCDE, cresceu 1,6% no primeiro trimestre em relação ao último trimestre de 2025, com um avanço anual de 5%, superando os 4,5% do período anterior. O Japão também registrou um crescimento de 0,5%, aumentando em relação ao 0,2% do quarto trimestre.

Dados dos demais países

Entre os países da OCDE, a Coreia do Sul se destacou com a maior taxa de crescimento trimestral, atingindo 1,7%, seguida pela Finlândia com 0,9% e Hungria e Suíça, ambos com 0,8%. Em contrapartida, a Irlanda apresentou a maior contração, com -2%, seguida por Israel e México, que tiveram -0,8% cada.

Perspectivas para o segundo trimestre

Por fim, a economia da zona do euro apresentou um crescimento modesto de 0,1% no primeiro trimestre, de acordo com estimativas preliminares. A continuidade da guerra no Irã, que teve início no final de fevereiro, pode ser um fator que agrave a situação econômica global e desacelere o crescimento nos próximos meses.