A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do medicamento Nurtec ODT, uma nova opção para o tratamento e prevenção de crises de enxaqueca. Desenvolvido pela Pfizer, o remédio possui como princípio ativo o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, que faz parte da classe dos antagonistas do CGRP, uma proteína envolvida na dor e na inflamação durante as crises de enxaqueca.

Como o medicamento atua

O Nurtec ODT age bloqueando a ação do CGRP no cérebro, ajudando a interromper ou amenizar as crises. A Anvisa liberou sua apresentação em comprimidos orodispersíveis de 75 mg, permitindo que o paciente tome o remédio sem a necessidade de água. O registro do medicamento é válido até maio de 2036.

Apresentações disponíveis

O novo remédio estará disponível em cartelas contendo 2, 8 e 16 comprimidos. A aprovação do Nurtec ODT no Brasil é um marco, uma vez que o rimegepanto já era utilizado em outros países, como os Estados Unidos, mas não tinha registro no Brasil até então.

Impacto para os pacientes

A enxaqueca é uma condição neurológica que afeta milhões de brasileiros, causando dores intensas, náuseas, sensibilidade à luz e incapacitação temporária. A introdução do Nurtec ODT amplia as opções terapêuticas disponíveis para esses pacientes.

Resultados de estudos clínicos

Um estudo de fase 3 publicado na revista The Lancet analisou a eficácia do remédio em adultos com histórico de enxaqueca. Os resultados mostraram que, após duas horas, 21% dos pacientes que receberam o rimegepanto estavam sem dor, em comparação a 11% no grupo que recebeu placebo. Além disso, 35% dos pacientes tratados relataram melhora em sintomas como náusea e sensibilidade à luz, em contraste com 27% no grupo controle.

Eventos adversos e segurança

Os eventos adversos mais frequentemente relatados foram náusea e infecção urinária, ambos ocorrendo em baixa frequência. Os pesquisadores afirmaram que não houve registros de eventos graves relacionados ao uso do Nurtec ODT. Essa nova classe de medicamentos oferece vantagens em relação aos triptanos, que são os tratamentos tradicionais, principalmente para pacientes que não respondem bem aos métodos convencionais.

Atualmente, não há informações disponíveis sobre o preço ou a data de início da comercialização do medicamento no Brasil.