O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a liberação do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a renegociação de dívidas através do programa Desenrola Brasil. Os trabalhadores já podem verificar o saldo disponível e dar autorização para as instituições financeiras por meio do aplicativo do FGTS, acessível em celulares e tablets.
Estima-se que até R$ 8,2 bilhões do FGTS estejam disponíveis para essa finalidade. Os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1.000, o que for maior, para quitar ou amortizar suas dívidas com os bancos. A prioridade será para as contas inativas, mas também será possível usar recursos de contas ativas.
Histórico de liberações do FGTS
Nos últimos anos, diferentes governos têm utilizado o FGTS como uma ferramenta para impulsionar a economia e auxiliar os trabalhadores em momentos de crise. Historicamente, o fundo foi criado em 1966 como uma forma de poupança para trabalhadores com carteira assinada, onde os empregadores são obrigados a depositar mensalmente 8% do salário.
Entre as principais liberações do FGTS, destaca-se o saque de contas inativas em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB). Trabalhadores puderam retirar recursos de contas vinculadas a empregos encerrados até 2015, liberando mais de R$ 40 bilhões e beneficiando cerca de 30 milhões de pessoas.
Em 2019, o governo de Jair Bolsonaro permitiu saques de até R$ 500 de contas ativas e inativas, alcançando 96 milhões de brasileiros. No mesmo ano, o limite de saque foi aumentado para R$ 998 e foi introduzido o saque-aniversário, que permite retiradas anuais de parte do saldo do FGTS.
Durante a pandemia de coronavírus em 2020, o governo Bolsonaro autorizou o saque de até R$ 1.045, e em 2022, um novo saque extraordinário de até R$ 1.000 foi permitido, beneficiando 40 milhões de trabalhadores.
Mais recentemente, em 2025, o governo Lula anunciou a liberação de valores do FGTS para trabalhadores que haviam aderido ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa, impactando 14,1 milhões de pessoas. Além disso, houve mudanças nas regras do empréstimo vinculado ao saque-aniversário, visando beneficiar ainda mais os trabalhadores.
