A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está otimista quanto à certificação do Boeing 737 MAX 10, prevista para ser concluída pelos reguladores da FAA em 2026. O diretor-presidente da ANAC, Tiago Faierstein, afirmou que, assim que a validação americana for finalizada, a agência brasileira irá acelerar seu próprio processo de certificação.

Expectativas sobre a certificação

Faierstein acredita que a certificação do 737 MAX 10 pode acontecer ainda este ano. Ele ressaltou a importância desse modelo para companhias aéreas, como a Gol Linhas Aéreas, que planejam expandir suas frotas com a nova aeronave. “Sabemos que a Gol realmente precisa dessas aeronaves”, afirmou o executivo.

Colaboração internacional

A ANAC e a FAA fazem parte do Certification Management Team (CMT), que inclui também autoridades aeronáuticas da Europa e Canadá. Este grupo é responsável por coordenar processos de certificação, garantindo que normas internacionais sejam seguidas.

Desafios na certificação

A Boeing enfrenta dificuldades com os modelos 737 MAX 7 e 10, devido a problemas relacionados ao sistema de degelo dos motores. Essa questão é vista como um dos principais obstáculos para a entrada em operação dessas aeronaves, fazendo com que a aprovação do MAX 10 seja um passo crucial para o fabricante e para suas operadoras.

Perspectivas para os eVTOL

Além do Boeing 737 MAX 10, Faierstein também comentou sobre a necessidade de uma maior cooperação entre Brasil e Estados Unidos para o desenvolvimento de normas para aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL). A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, revisou seu cronograma e agora projeta a certificação do seu eVTOL para 2028.

Infraestrutura e regulamentação

A ANAC observou que a introdução de eVTOL depende não apenas da certificação das aeronaves, mas também do desenvolvimento de uma infraestrutura operacional robusta. Isso inclui sistemas de recarga elétrica, formação de pilotos e adaptação das regras de controle de tráfego aéreo.