O Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, pode estar a caminho de expandir suas operações para a China. Paddy Cosgrave, fundador e CEO do evento, comentou sobre as conversas em andamento com diversas cidades chinesas, destacando a possibilidade de realizar a edição em localidades como Guangzhou ou Shenzhen.
Possível expansão para a China
Durante uma coletiva de imprensa no Web Summit Rio, Cosgrave enfatizou que o evento não se limitará a Hong Kong, onde já foi realizado anteriormente. O CEO acredita que o mercado asiático é uma parte fundamental da estratégia do Web Summit, e que a presença chinesa no evento carioca já está crescendo.
Tendências globais e o Vale do Silício
Cosgrave também abordou a transição das inovações tecnológicas, afirmando que a hegemonia do Vale do Silício está diminuindo. Ele ressaltou que, há 17 anos, a maioria das tecnologias era originada dessa região, mas agora há uma convergência de inovações em outros locais, como na China e no Brasil.
Inovação brasileira: o exemplo do Pix
O CEO elogiou o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, como uma revolução no setor de fintechs. Ele acredita que o Brasil pode influenciar o mercado global com essa inovação, que tem chamado a atenção até do governo dos Estados Unidos. O Pix, segundo Cosgrave, é um exemplo de como o Brasil pode desafiar gigantes internacionais com soluções eficazes.
Desafios e surpresas no cenário internacional
Apesar do sucesso do Pix, Cosgrave mencionou que muitos fora do Brasil ainda desconhecem seu potencial. Ele expressou esperança de que o Banco Central brasileiro consiga compartilhar sua experiência com outras nações, especialmente na Europa.
A vigilância das big techs
Por fim, o CEO do Web Summit revelou que as grandes empresas de tecnologia estão atentas às inovações que ocorrem fora do Vale do Silício. Ele acredita que o impacto do Pix e de outras inovações pode ser profundo e disruptivo, mudando a dinâmica do mercado de pagamentos e influenciando os incumbentes dos Estados Unidos.
