No evento intitulado "IA para decisões confiáveis que impulsionam resultados", especialistas se reuniram para discutir o papel da inteligência artificial na governança de riscos e na mitigação de perdas nas empresas. Entre os participantes estavam Carolina Fortunato, da Axia Energia, e Leilana Leonatto, da Mondelez Brasil, com mediação de Joel Garcia, da KPMG.
A Importância da Supervisão Humana
Durante a discussão, Carolina Fortunato destacou que, frequentemente, as perdas nas empresas começam de maneira sutil e podem passar despercebidas. Segundo ela, a correria do dia a dia faz com que detalhes pequenos, mas significativos, não sejam priorizados, levando a problemas maiores no futuro. “Essas pequenas perdas, se não forem tratadas, podem se transformar em grandes fraudes”, alertou.
Visão Sistêmica e Conexão de Dados
Leilana Leonatto complementou ressaltando que grandes perdas podem afetar toda a cadeia produtiva, semelhante ao efeito borboleta. Para evitar isso, é necessário ter uma visão integrada e conectar os dados entre diferentes áreas. “Com a inteligência artificial, conseguimos mapear pontos frágeis e identificar onde devemos investir”, explicou.
A IA Como Ferramenta de Decisão
A diretora da Mondelez enfatizou que a IA é uma tecnologia essencial para tomar decisões mais assertivas. “Ela nos permite analisar o histórico da empresa e evitar investimentos em produtos que não funcionaram no passado”, disse. Essa abordagem pode ajudar a reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional.
Riscos de uma Utilização Irresponsável da IA
Apesar dos benefícios, Fortunato alertou que a utilização da IA deve sempre ser supervisionada por humanos. O uso sem governança pode levar a decisões precipitadas e ao vazamento de dados sensíveis. “É fundamental ter um olhar crítico e não confiar cegamente na tecnologia”, enfatizou.
Desafios na Cultura Empresarial
Leonatto também comentou sobre a resistência das empresas em investir em prevenção de riscos digitais, muitas vezes vista apenas como um custo adicional. “As organizações costumam tratar sintomas em vez de atacar a raiz do problema, o que pode levar a crises futuras”, destacou.
A Necessidade de Mudança de Mentalidade
Para finalizar, Fortunato reforçou a importância de uma mentalidade voltada à gestão de riscos dentro das empresas. Todos os colaboradores devem estar cientes dos riscos associados às suas atividades. “Investir na mentalidade de nossos líderes e em todos os colaboradores é o que impulsionará melhorias significativas nos processos e na coleta de dados”, concluiu.
