O Ministério da Saúde determinou que estados e municípios guardem as vacinas contra dengue produzidas pelo Butantan até que novas orientações sejam emitidas. A decisão foi anunciada pelo diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, após a suspensão temporária da aplicação do imunizante.

Suspensão das vacinas

No último dia 8, a aplicação da vacina foi interrompida após o registro de 42 casos de reações adversas graves, incluindo duas mortes, que estão sendo investigadas para possíveis ligações com o imunizante. Gatti informou que as vacinas devem ser mantidas em condições adequadas de armazenamento, sem novas distribuições por enquanto.

Identificação de reações adversas

As reações adversas foram identificadas durante a vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização. Entre os sintomas relatados estavam dor abdominal, vômitos persistentes e episódios de sangramento, além de casos que necessitaram de internação. Até o final de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas, incluindo profissionais de saúde e cidadãos maiores de 15 anos em diversas localidades.

Medida de precaução

A suspensão da vacina é uma medida preventiva até que a situação seja esclarecida. O Ministério da Saúde ressalta que essa decisão não implica que o imunizante perdeu sua eficácia na prevenção da dengue. Os casos adversos são considerados atípicos, pois não foram observados durante os testes clínicos.

Atenção aos sintomas

As pessoas vacinadas nos últimos 21 dias devem estar atentas a sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele, sangramentos e vômitos. Caso esses sinais apareçam, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Já aqueles que foram vacinados há mais de 21 dias não correm risco.

Próximos passos e outras vacinas

Um comitê de especialistas será convocado para avaliar os casos identificados e, com base nessa análise, novas definições e prazos serão estabelecidos. Enquanto isso, a vacina Qdenga, produzida pela Takeda e recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, continua a ser aplicada normalmente, sem relatos de problemas de segurança.