A administradora Manoela Barbosa, de 27 anos, iniciou terapia aos 12 e, após anos de psicanálise, buscou uma abordagem mais prática para lidar com questões do dia a dia, como insônia. Assim, ela começou a fazer Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), mantendo um vínculo com seu psicanalista. Ao combinar os dois tipos de terapia, Manoela encontrou um equilíbrio que atende suas necessidades.
Segundo especialistas, não há proibição para que um paciente faça terapia com dois profissionais diferentes ao mesmo tempo. A psicóloga Carolina Roseiro explica que os diferentes tipos de terapia podem ter finalidades distintas e, em alguns casos, podem ser complementares.
Entretanto, profissionais alertam para os riscos dessa prática. Quando ambos os terapeutas tratam do mesmo assunto, pode haver confusão e fragmentação no processo terapêutico. Claudinei Affonso, docente da PUC-SP, ressalta que o paciente deve ser cauteloso ao estabelecer vínculos com mais de um terapeuta, pois isso pode gerar conflitos internos.
A comunicação entre os terapeutas é fundamental, mas o consentimento do paciente é necessário para o compartilhamento de informações. O momento de encerrar uma das terapias deve ser discutido de forma ética entre o paciente e os profissionais envolvidos, garantindo que o tratamento seja sempre benéfico.