No último domingo, os suíços decidiram, em plebiscito nacional, rejeitar uma proposta que estabelecia um teto populacional de 10 milhões de habitantes. Com uma projeção preliminar da emissora pública SRF, 55% dos eleitores se manifestaram contrários à medida, enquanto 45% votaram a favor.
Impactos da proposta
Se a proposta fosse aprovada, o governo suíço seria obrigado a implementar restrições à imigração, visando evitar que a população alcançasse a marca de 10 milhões até 2040. O referendo, liderado pelo Partido Popular Suíço (SVP), um partido de direita populista, gerou apreensão entre empresas, que temiam a possibilidade de suspensão da livre circulação de trabalhadores com a União Europeia, um dos principais parceiros comerciais do país.
Reação ao resultado
A diretora da Economiesuisse, Monika Rühl, expressou alívio com o resultado, afirmando que representa uma vitória para a Suíça e suas relações com a UE. O governo, o Parlamento e diversos sindicatos se posicionaram contra a proposta, destacando a importância da imigração para a economia nacional.
Argumentos a favor e contra
Os apoiadores da medida argumentavam que a infraestrutura suíça está sobrecarregada, com transporte público e estradas congestionadas. O SVP defendia que a proposta era uma questão de sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos.
Crescimento populacional na Suíça
Com uma área de 41.285 km², a Suíça tem experimentado um crescimento populacional significativo, aumentando quase 22% nas últimas duas décadas. Esse crescimento é em grande parte impulsionado pela imigração, com cerca de 31% da população atual de 9,1 milhões de habitantes sendo formada por estrangeiros, muitos dos quais vieram da União Europeia após a adesão ao Espaço Schengen em 2002.
Consequências econômicas
A aprovação da proposta teria implicações diretas na economia do país. Especialistas apontaram que reverter o crescimento populacional poderia resultar em uma perda de 7,1% na taxa de crescimento da economia entre 2028 e 2045. A proibição da imigração também poderia gerar um impacto negativo imediato nos investimentos no país, com empresas internacionais reconsiderando sua presença na Suíça.
