A Prefeitura de Belo Horizonte deu início ao desmanche da ciclovia da Avenida Afonso Pena, uma obra que gerou controvérsias desde sua concepção. O prefeito Álvaro Damião anunciou a remoção em um vídeo nas redes sociais, afirmando que este é um dia esperado por muitos na cidade.
Contexto da Obra
A ciclovia, que se estendia por 4,2 km, fazia parte de um projeto de revitalização da Avenida Afonso Pena, com um custo total de R$ 26,3 milhões. Apesar de as obras terem sido iniciadas no final de 2023, elas foram paralisadas em abril de 2024 devido a disputas judiciais.
Reação dos Ciclistas
Os ciclistas, que haviam solicitado a conclusão das obras, estão agora mobilizados para impedir o desmanche. A ação judicial para suspender a remoção já foi protocolada, mas ainda não foi analisada pela Justiça.
Declarações do Prefeito
No vídeo, Damião se comprometeu a aumentar o número de ciclovias na cidade, mas deixou claro que isso não incluirá vias como a Afonso Pena e outras importantes avenidas, alegando que o trânsito nessas áreas já está saturado.
Investimentos e Despesas
De acordo com Cristiano Scarpelli, representante do movimento Ciclo Rota BH, cerca de R$ 314 mil foram investidos nas obras da ciclovia, além de R$ 300 mil em planejamento. Ele critica a administração municipal, afirmando que a decisão de desmanchar a ciclovia desconsidera a importância da infraestrutura cicloviária para a segurança e fluidez do trânsito.
Histórico Judicial
O projeto de ciclovia enfrentou diversos obstáculos legais. Apesar de uma decisão inicial que negou a paralisação das obras, a Prefeitura optou por suspender as intervenções. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) havia levantado preocupações sobre licenciamento e a adequação do projeto ao local.
Desde então, a Prefeitura investiu R$ 23,3 milhões na revitalização da Avenida Afonso Pena, mas as mudanças visíveis na via foram limitadas. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) confirmou que as intervenções foram finalizadas em 2025, mas a questão da ciclovia permanece em aberto, com um futuro incerto para a infraestrutura cicloviária na região.
