A Meta Platforms anunciou o início do desmonte de sua aquisição de US$ 2 bilhões da Manus AI, uma startup focada em inteligência artificial. A decisão, noticiada pelo TechCrunch e baseada em informações da Bloomberg, foi motivada por uma ordem de desinvestimento emitida pela China, que expressou preocupações relacionadas à segurança nacional.
Impacto imediato da decisão
Com a nova medida, os funcionários da Meta estão proibidos de utilizar as ferramentas desenvolvidas pela Manus em projetos internos. A separação operacional entre as duas empresas já está em progresso, refletindo a seriedade da situação.
Planos dos cofundadores da Manus
Enquanto isso, os cofundadores da Manus estão em negociações iniciais para conseguir levantar cerca de US$ 1 bilhão de investidores externos. Esse capital seria crucial para recuperar a startup das mãos da Meta, possibilitando uma possível estrutura de joint venture com empresas chinesas e uma futura listagem na bolsa de Hong Kong, que tem visto um aumento no número de IPOs de startups de IA.
Histórico da aquisição
A Manus ganhou notoriedade global após uma demonstração impactante de seu agente de inteligência artificial. A startup, controlada pela empresa chinesa Butterfly Effect, transferiu sua equipe para Singapura em meados de 2025 e anunciou sua aquisição pela Meta em dezembro do mesmo ano. No entanto, a transação começou a ser analisada pelos reguladores chineses em 2026 devido a possíveis violações de normas sobre exportações de tecnologia.
Cooperação dos investidores
Os investidores americanos da Manus, incluindo a renomada firma de venture capital Benchmark, já receberam os recursos da aquisição. Por outro lado, investidores asiáticos, como Tencent e ZhenFund, demonstraram disposição para colaborar com o processo de reversão da aquisição, evidenciando a complexidade da situação.
Contexto mais amplo
Este caso se insere em um movimento maior da China para manter o controle sobre tecnologias consideradas estratégicas. As autoridades chinesas têm aumentado as restrições de viagem para executivos e pesquisadores de empresas privadas, exigindo aprovações governamentais para viagens ao exterior. Além disso, empresas como a ByteDance e a Moonshot AI precisarão de autorização do governo para aceitar investimentos norte-americanos, refletindo o esforço de Pequim em controlar o setor de inteligência artificial.
Apesar do processo de separação em andamento, a Manus continua a desenvolver novos produtos, tendo recentemente lançado integrações com plataformas como Similarweb e Shopify.
