Na quarta-feira (10), o Senado Federal aprovou a indicação de Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça. O novo corregedor do CNJ atuará na função até 2028, recebendo 53 votos a favor e 16 contra.

Trajetória no Serviço Público

Benedito Gonçalves possui mais de 50 anos de experiência no serviço público. Antes de ingressar na magistratura, ele atuou como inspetor de escolas, papiloscopista da Polícia Federal e delegado na Polícia Civil. Sua carreira na Justiça começou em 1988, aos 34 anos, após ser aprovado em um concurso para a Justiça Federal no Rio Grande do Sul.

Promoções e Conquistas

Gonçalves passou por diversas unidades da Justiça, incluindo as do Rio de Janeiro e Paraná. Em 1998, foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Desde 2008, ele ocupa uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça, onde é notável por ser o único ministro negro entre os 33 que compõem a corte.

Apoio do Senado

O senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da indicação, destacou a origem humilde de Benedito, enfatizando sua trajetória de superação. O apoio ao nome do ministro foi unânime entre os senadores aliados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Esforços pela Aprovação

A aprovação de Benedito Gonçalves contou com o empenho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que negociou com colegas para garantir a votação. Uma sessão anterior para discutir sua indicação foi cancelada por falta de quórum.

Responsabilidades do CNJ

O Conselho Nacional de Justiça, cargo que Benedito assumirá, é responsável por supervisionar a atuação administrativa, financeira e disciplinar do Judiciário no Brasil. O CNJ tem a autoridade para investigar e sancionar magistrados e funcionários, além de garantir a transparência e eficiência dos tribunais em todo o país.