O Governo de Minas Gerais apresentou um balanço com números recordes para a saúde pública estadual. Durante o programa Assembleia Fiscaliza, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (23), o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, anunciou que o estado aplicou R$ 11,8 bilhões em ações e serviços de saúde em 2025, o maior volume já registrado na história mineira.
Conduzida pela Comissão de Saúde da ALMG, a reunião destacou que os recursos têm ampliado o acesso da população, fortalecido a rede assistencial e reduzido gargalos em diferentes frentes do SUS. Segundo o secretário, o estado tem cumprido o mínimo constitucional destinado à saúde e, ao mesmo tempo, quitado dívidas de gestões anteriores com os municípios, em busca de um sistema mais estruturado e próximo dos mineiros.
Regulação de pacientes ganha agilidade
Um dos destaques foi a Central Estadual de Regulação de Ofertas (Core), que em seu primeiro mês de funcionamento já acompanhou mais de 120 mil pacientes e reforçou a integração entre estado, municípios e hospitais. Com a ferramenta, o tempo médio de espera na fila de regulação caiu 45%, recuando de 2h45 para 1h30. As solicitações diárias também cresceram, saltando de uma média de 2,5 mil para cerca de 4,5 mil pedidos.
Atenção primária e transporte de pacientes
Na Atenção Primária à Saúde (APS), o estado investiu R$ 1,3 bilhão na construção e qualificação de unidades básicas de saúde, com mais de 400 UBS financiadas em todas as regiões mineiras. Desde 2022, o programa Transporta SUS viabilizou 684 micro-ônibus, ampliando o deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos.
Urgência e emergência com cobertura total
Minas alcançou a cobertura integral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), beneficiando mais de 21 milhões de pessoas. Para isso, o governo destinou R$ 354 milhões à expansão do Samu e do Serviço Aeromédico Avançado de Vida (SAAV), além de R$ 269 milhões na compra de aeronaves voltadas ao atendimento de emergência.
Opera Mais Minas dobra número de cirurgias
A política Opera Mais Minas foi apontada como peça central na ampliação das cirurgias eletivas. Com R$ 500 milhões investidos, o estado ultrapassou 1,1 milhão de procedimentos em 2025, praticamente o dobro das 593 mil cirurgias realizadas em 2018. De acordo com Baccheretti, antes da pandemia Minas não chegava a 600 mil cirurgias por ano, e o programa transformou esse cenário ao reduzir filas e fortalecer principalmente os pequenos hospitais do interior.
Vacinação e teste do pezinho ampliado
Na imunização, o estado aplicou mais de 16,4 milhões de doses em 2025 e conquistou a segunda maior cobertura vacinal do país. O secretário também ressaltou o Teste do Pezinho Ampliado, ofertado pelo SUS para a triagem de 64 doenças. A iniciativa recebeu R$ 64 milhões em investimentos e já avaliou mais de 205 mil recém-nascidos.
Avanços na saúde materno-infantil
Os dados também apontaram melhorias na assistência a mães e bebês. A razão de mortalidade materna caiu de 44,3 óbitos por 100 mil nascidos vivos, em 2019, para 32,9 em 2025. No mesmo período, o percentual de gestantes com pré-natal adequado avançou de 38% para 60%.
Rede hospitalar reforçada
O orçamento da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) mais que dobrou, passando de R$ 1,27 bilhão em 2018 para R$ 2,34 bilhões em 2025. As cirurgias realizadas na rede subiram de 24 mil para mais de 41 mil procedimentos anuais. Entre as novas iniciativas, o secretário destacou o Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), que terá 532 leitos — expansíveis para 650, incluindo 110 de UTI — com capacidade para 30 mil internações e 1,5 milhão de exames por ano.
