No cenário atual, as empresas enfrentam o desafio de não apenas integrar dados, mas de compartilhar inteligências que possam evoluir e se adaptar. Durante o evento Deloitte Latam ConnecT Mexico 2026, o CIO Global da Coca-Cola FEMSA, Thiago Oliveira, ressaltou que a transformação digital está além da simples coleta de informações.
A Nova Era da Inteligência Artificial
Oliveira criticou a visão tradicional que se limita a discutir a integração de dados, como Data Lakes e ETLs, afirmando que apenas ter acesso à informação não garante decisões eficazes. A verdadeira mudança ocorre quando a inteligência gerada a partir dos dados se torna parte integral dos processos de negócios.
Paralelo com o Desenvolvimento Humano
Uma das analogias mais impactantes de Oliveira foi a comparação entre a evolução da inteligência artificial e o desenvolvimento cognitivo humano. Ele destacou que, assim como os humanos passam por diferentes estágios de aprendizado, os agentes de IA também evoluem de maneira semelhante, adquirindo autonomia e memória ao longo do tempo.
Erros Comuns na Abordagem de IA
O executivo criticou a forma como muitos ainda utilizam a IA apenas como mecanismos de busca, perdendo a oportunidade de explorar seu potencial completo. Os agentes devem ser vistos como facilitadores de objetivos e não meramente como ferramentas de pesquisa.
Inteligência Portátil e Adaptação
Oliveira introduziu o conceito de “inteligência portátil”, comparando-o ao aprendizado humano. Ele afirmou que, assim como uma pessoa leva consigo o conhecimento adquirido ao longo da vida, os agentes de IA devem internalizar padrões e aprender continuamente, sem depender de dados originais.
Resultados e Eficiência Operacional
A Coca-Cola FEMSA, que atende a milhões de consumidores, tem buscado implementar uma única arquitetura de inteligência que se adapte a diferentes mercados. Oliveira revelou que essa abordagem já trouxe resultados significativos em eficiência e atendimento ao cliente, elevando índices operacionais a níveis impressionantes.
Ele concluiu enfatizando que o verdadeiro diferencial competitivo reside na capacidade de democratizar a inteligência e transformá-la em ações impactantes. A transformação que vivemos atualmente representa uma nova era em que as organizações podem fabricar e distribuir inteligência como um ativo estratégico, moldando assim o futuro da economia digital.
