Um levantamento recente divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou as cidades de Minas Gerais com as maiores taxas de homicídios em 2024. O estudo, que faz parte do Atlas da Violência, analisou dados de municípios com mais de 100 mil habitantes.

Cidades mais violentas de Minas

De acordo com o ranking, Governador Valadares, localizado no Vale do Rio Doce, lidera com uma taxa alarmante de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes. O município registrou 117 homicídios oficialmente, além de cinco casos considerados homicídios ocultos, totalizando 122 mortes estimadas.

Em segundo lugar, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, apresenta uma taxa de 42,3 homicídios por 100 mil habitantes, com 146 mortes estimadas. Este município se destaca pela alta quantidade de homicídios ocultos, com 82 casos classificados sem definição clara da causa da morte.

Teófilo Otoni ocupa a terceira posição com uma taxa de 35,8 homicídios, enquanto Betim, também na Grande BH, vem em seguida, com 35,2 homicídios por 100 mil habitantes e 151 mortes estimadas. Ubá, na Zona da Mata mineira, completa o top cinco com uma taxa de 34,5.

Outras cidades no ranking

Sabará, que também faz parte da Grande BH, aparece na sexta posição com 34,3 homicídios. Apesar de ter registrado apenas oito homicídios oficialmente, o município teve 38 mortes ocultas, totalizando 46 homicídios estimados. Outras cidades que figuram na lista são Vespasiano, Ibirité, Itabira e Contagem.

Ranking das 10 cidades mais violentas

Confira o ranking das cidades mineiras com as maiores taxas de homicídios estimados:

  • 1. Governador Valadares — 45,8
  • 2. Ribeirão das Neves — 42,3
  • 3. Teófilo Otoni — 35,8
  • 4. Betim — 35,2
  • 5. Ubá — 34,5
  • 6. Sabará — 34,3
  • 7. Vespasiano — 32,2
  • 8. Ibirité — 31,9
  • 9. Itabira — 29,7
  • 10. Contagem — 29,1

Visão nacional da violência

No cenário nacional, Maranguape, no Ceará, é a cidade mais violenta do Brasil, com uma taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Jequié, na Bahia, e Maracanaú, também no Ceará.

O Atlas da Violência ainda destaca que a distribuição da violência no Brasil é desigual, com estados do Norte e Nordeste enfrentando maiores desafios devido à presença de facções criminosas e menor atuação do Estado na segurança pública. Já as regiões Sul e Sudeste mostram uma tendência de redução da violência, atribuída a fatores como urbanização e instituições públicas mais estruturadas.