O funk brasileiro vive um momento de destaque mundial, com crescimento expressivo em plataformas de streaming. Em 2025, esse gênero foi o que mais cresceu, com um aumento de 36% em royalties no Spotify, consolidando sua importância no cenário musical global.

É nesse contexto que MC Hariel se prepara para uma apresentação histórica no Auditório Simón Bolívar, em São Paulo, no dia 8 de agosto. Ele será o protagonista da primeira edição brasileira do Red Bull Symphonic, um projeto que conecta o funk paulista à música sinfônica, sob a direção musical de Nave Beatz.

A proposta do evento vai além de simplesmente levar o funk para uma orquestra. Hariel revisita suas músicas e influências, criando uma experiência que reflete a riqueza cultural e a história das comunidades onde o gênero nasceu. A ideia é mostrar que o funk pode se integrar a outros estilos sem perder sua essência.

O diretor musical, Marcos Levy, conhecido como Xuxa, descreve essa fusão como uma "orquestra de fluxo", onde elementos do funk e da música clássica se entrelaçam. Essa abordagem valoriza a cultura periférica e destaca a relevância do gênero, que se reinventa e se atualiza ao invés de se tornar obsoleto.