Um recente levantamento do Atlas da Violência 2026 destacou que cidades da Grande Belo Horizonte estão entre as mais violentas do Brasil. Ribeirão das Neves, Betim e Sabará ocupam as primeiras posições entre os municípios mais perigosos de Minas Gerais, superando até capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
Dados do Estudo
O Atlas, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, baseou-se em dados do Ministério da Saúde e em estimativas de homicídios que não foram esclarecidos. Os números revelam que a Grande BH apresenta tanto altos índices absolutos de homicídios quanto taxas elevadas em relação à sua população.
Ranking das Cidades
A pesquisa identificou as 15 cidades mineiras com as maiores taxas de homicídios, sendo as mais afetadas: Governador Valadares, Ribeirão das Neves, Teófilo Otoni, Betim e Ubá. Na sequência, estão Sabará, Vespasiano, Ibirité, Itabira, Contagem, Belo Horizonte, Santa Luzia, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Sete Lagoas.
Homicídios na Grande BH
Nos dados específicos da Grande BH, o número estimado de homicídios é alarmante. Belo Horizonte registrou 676 homicídios, enquanto Contagem teve 189. Ribeirão das Neves e Betim apresentaram 146 e 142 homicídios, respectivamente. Santa Luzia e Ibirité somaram 61 e 57 homicídios.
Homicídios Ocultos
O estudo também revelou a existência de homicídios ocultos, que são aqueles cujas causas e autores não são conhecidos. Belo Horizonte teve 441 homicídios ocultos, Ribeirão das Neves 82, Contagem 74, Betim 57 e Santa Luzia 24. Esses dados reforçam a complexidade do problema da violência na região.
Políticas Públicas Necessárias
Os pesquisadores do Atlas da Violência enfatizam que a concentração da violência em determinadas áreas evidencia a urgência de políticas públicas direcionadas. Há uma necessidade crescente de intervenções específicas para as regiões metropolitanas e as periferias urbanas, a fim de mitigar esses índices alarmantes de criminalidade.
