Após um período de incertezas, o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu que terá uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada em uma reunião que ocorreu na quarta-feira, 24, entre a bancada mineira do partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Discussão interna para definição de candidato
Com essa nova direção, o PT iniciará um debate interno para escolher o nome que irá representar o partido no segundo maior colégio eleitoral do Brasil. A deputada estadual e presidente do PT-MG, Leninha, confirmou o aval de Lula para essa candidatura própria, afirmando que a construção desse projeto será realizada em conjunto com outras forças políticas que compartilham uma visão democrática para Minas.
Desistência de Rodrigo Pacheco
Inicialmente, Lula tinha a intenção de apoiar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD. No entanto, Pacheco resistiu à proposta e decidiu não concorrer, fazendo com que o presidente precisasse reavaliar sua estratégia em um estado considerado crucial para a eleição presidencial. Historicamente, desde a República Velha, os vencedores em Minas também conquistaram a presidência do Brasil.
Alternativas consideradas
Antes de optar pela candidatura própria, Lula considerou apoiar outros nomes, como o ex-vereador Gabriel Azevedo, do MDB, mas essa ideia enfrentou resistência no PT devido ao passado político de Azevedo. Além disso, houve tentativas de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil, do PDT, mas as negociações não avançaram.
Marília Campos como principal candidata
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é a principal nome cogitado para a candidatura do PT ao governo de Minas. Porém, ela demonstrou resistência em se lançar à disputa, sugerindo que o partido poderia apoiar uma chapa de outra sigla. Recentemente, Marília não compareceu a eventos de Lula em Minas, o que foi visto como um sinal de desconforto com a possibilidade de ser candidata.
Foco na pré-campanha ao Senado
Marília justificou sua ausência dizendo que estava concentrada em sua pré-campanha ao Senado e cumprindo compromissos em outra região do estado. Essa situação gera expectativa sobre quem será o escolhido para representar o PT em um dos estados mais estratégicos do Brasil nas próximas eleições.
