A chegada do fenômeno El Niño, anunciada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa), exige que as cidades implementem estratégias claras para enfrentar suas consequências. O clima instável traz à tona a necessidade de planos de preparação, especialmente considerando os alertas do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação.

Impactos do El Niño

O El Niño, que resulta do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, tende a provocar chuvas acima da média no Sul do Brasil, enquanto o Norte e Nordeste enfrentam secas severas. A oceanóloga Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que a movimentação das águas altera a atmosfera, gerando ondas que podem bloquear as frentes frias em algumas regiões.

Elaboração de Planos de Contingência

Os planos de contingência são essenciais para minimizar os danos. É vital que cidades identifiquem áreas propensas a deslizamentos e informem a população sobre como agir durante as chuvas. Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), destaca a importância de treinar a população em rotas de fuga e locais de abrigo.

Conscientização da População

A conscientização é fundamental. Muitas pessoas ignoram alertas da Defesa Civil, confiantes de que nunca ocorrerão desastres em suas áreas. Seluchi ressalta que é preciso educar a comunidade sobre os riscos e as ações necessárias, evitando pânico, mas promovendo a preparação.

Estratégias Contra Ondas de Calor

Além das chuvas, o El Niño pode causar ondas de calor. É crucial que as cidades definam espaços públicos com ar-condicionado e água disponível para a população. Seluchi sugere a suspensão de atividades externas durante períodos de calor intenso para proteger a saúde pública.

Mobilização contra Incêndios Florestais

O governo federal está mobilizando esforços para prevenir incêndios florestais, estruturando brigadas e realizando ações como a criação de aceiros. Campanhas de conscientização sobre a proibição de queimadas durante a seca também são necessárias.

Medidas Burocráticas e Prevenção

Medidas administrativas, como contratos pré-licitados para emergências, podem facilitar a resposta a desastres. A limpeza de sistemas de drenagem é uma ação simples, mas eficaz, para evitar inundações. Rodrigues enfatiza que a prevenção é sempre mais econômica do que lidar com os efeitos de desastres climáticos a longo prazo.