O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, situado no sudeste do Pará, receberá um investimento de R$ 2,8 milhões do governo federal, com a intenção de transformá-lo em um importante polo de turismo de natureza. A assinatura do acordo ocorreu nesta quinta-feira (11), em Brasília, com a participação do Ministério do Turismo, do ICMBio e da mineradora Vale.

Objetivo do Investimento

De acordo com o Ministério do Turismo, a iniciativa visa estruturar a visitação pública na área, localizada entre os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás. A proposta é explorar o potencial ambiental do parque, promovendo uma economia regional sustentável, que gere renda e valorize as comunidades locais.

Financiamento e Parcerias

O recurso destinado ao parque será integralmente financiado pela mineradora Vale, que possui operações de mineração de ferro e cobre na região. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da colaboração entre o Ministério do Turismo, a Vale e o ICMBio, ressaltando que o projeto deve atrair turistas e criar oportunidades de emprego, além de promover a educação ambiental.

Estrutura do Parque

A estruturação do parque será dividida em três frentes principais. A primeira envolve o planejamento e a gestão do uso público, com estudos específicos para acolher visitantes. A segunda se concentra no turismo de aventura, com ênfase na exploração de cavernas, enquanto a terceira se destina à capacitação de profissionais e comunidades locais, integrando-os na cadeia produtiva do turismo.

Crescimento do Turismo de Natureza

Este movimento reflete a crescente demanda por turismo de natureza no Brasil. Em 2025, os parques nacionais receberam mais de 11,8 milhões de visitantes, superando o recorde do ano anterior. Um estudo do programa Natureza com as Pessoas revelou que cada R$ 1 investido em unidades de conservação federais pode gerar um retorno de R$ 15,60 para a economia.

Riquezas do Parque

O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos abriga um ecossistema único, caracterizado por campos rupestres ferruginosos, cavernas e uma rica biodiversidade, incluindo espécies endêmicas e ameaçadas. O parque possui cerca de 377 cavernas catalogadas e registros arqueológicos das primeiras ocupações humanas na Amazônia. A área faz parte do mosaico da Floresta Nacional de Carajás, que abriga aproximadamente 943 espécies de vertebrados.

Com a futura estruturação da visitação, o governo espera consolidar o parque como um novo destino turístico sustentável no Brasil, fortalecendo a economia local e colocando a região de Carajás como referência nacional em lazer e conservação ambiental.