No dia 25 de maio, o Papa Leão XIV fez um importante apelo ao perdão pelo papel da Igreja Católica na legitimação da escravidão, em sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica humanitas”. O documento, que contém 42.300 palavras, é dirigido a "todas as pessoas de boa vontade".
Reconhecimento do passado
Durante sua declaração, o pontífice classificou a história do Vaticano como uma "ferida na memória cristã" e lembrou que seu antecessor, o Papa Leão XIII, foi o primeiro a condenar a prática da escravidão. Ele enfatizou a necessidade de a Igreja renovar sua firme condenação contra todas as formas de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas.
Pedido de perdão
O Papa Leão XIV expressou um pedido de perdão pela demora da Igreja em se posicionar contra o "flagelo da escravidão", destacando a urgência de uma reflexão mais profunda sobre o impacto da história da Igreja na sociedade.
Condições contemporâneas
Além de abordar o passado, a encíclica também menciona a escravização de trabalhadores que atuam na extração de "terras raras", essenciais para a tecnologia moderna. O Papa alerta que o uso irresponsável da tecnologia pode levar a novas formas de exploração.
Riscos da Inteligência Artificial
No documento, Leão XIV faz um apelo aos líderes políticos e empresariais para que coloquem a ética acima do lucro. Ele enfatiza a importância de regular a Inteligência Artificial para prevenir a desumanização e garantir que o progresso tecnológico respeite a dignidade humana.
A tecnologia e a ética
A encíclica é dividida em cinco capítulos e parte do princípio de que a tecnologia não é inerentemente negativa. Contudo, o Papa reforça que esta não é neutra, pois reflete as intenções de quem a cria e utiliza. Assim, ele convoca os fiéis a se engajarem na construção do bem através da tecnologia.
